MÃE, TÔ GRÁVIDA! | COMO LIDAR COM A GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA ?

sexta-feira, julho 15, 2016

Heeey lindonas, como estão?
Hoje vou falar com minhas pequenas grandes mulheres, sim, o papo é com as adolescentes que foram ou que serão mamães, afinal essa é uma realidade que vêm crescendo cada vez mais, e o TM se vê na obrigação de falar diretamente com essas leitoras. É, sabemos que essa não é uma fase muito fácil, por esse motivo reuni três meninas para contarem suas histórias e mostrarem para as futuras mamães, que elas não estão sozinhas!


Engravidar  aos 14, 15, 16, 17 ou 18 anos não é nada fácil, digo isso pelas histórias que recebi e casos que pude acompanhar de perto! Os julgamentos são vários, as críticas e constrangimentos também são cada vez maiores, porém é preciso encarar de frente a situação e admitir que jã não são mais crianças e que a partir do momento da gestação, as responsabilidades e prioridades mudam completamente.
Sei que devem estar pensando: "  Por que isso aconteceu comigo" " Será que só eu passo por isso" "O que vou fazer?"
 Confesso que não sou a melhor pessoa para responder essas questões,pois ainda não sou mãe, mas a Mari, a Kawana e a Letícia são as pessoas certas, afinal passaram pela mesma coisa que estão passando agora!


MARIANE
" Meu nome é Mariane Cristine e vou contar como foi essa fase de mudanças na minha vida.
Perdi minha virgindade aos 16 anos, perto de completar 17; estava no 3 colegial, época boa, um milhão de planos e sonhos, várias festas e shows.
De repente vi que estava engordando, minha menstruação atrasou e o desespero veio junto. Sim, eu estava grávida e não queria acreditar nisso. Como pude engravidar logo na primeira vez?! Como pude ser tão idiota e inocente ao mesmo tempo?! Eram as questões que não me deixavam dormir.
Não fui ao médico e nem contei pra ninguém.
Os meses foram passando, comecei a mudar as roupas justas e curtas por batinhas e como passava muito mal, minha mãe que já imaginava me levou ao médico obrigada e pediu todos exames que podia.
Nesse meio tempo um amigo muito próximo a mim já havia falado: "tem um bebê nessa barriga ai e não adianta esconder".
Quando saíram os exames, fui chamada no posto de saúde e a médica falou que eu tinha que contar naquele dia pra minha mãe ou ela contaria. Lembro como se fosse hoje, era uma quinta-feira, chovia muito e eu chorava muito. Quando minha mãe chegou do trabalho e me viu ela já foi logo dizendo: "você está grávida neh, porquê não me contou? Quem é o pai?"
Eu só chorava, eu não aceitava.
Minha família inteira já desconfiava da gravidez porque a barriga já estava aparecendo. Eu estava quase de 5 meses quando confirmei a todos.
Era férias de julho na escola, e um amigo postou uma foto minha barrigudinha no orkut contando a novidade.. ninguém acreditava. Teve gente que só acreditou quando passou a mão na minha barriga --'
Fui muito humilhada por algumas pessoas que eram da mesma escola que eu, pois estava sendo mãe solteira.. (hoje todas elas são mães solteiras, enfim..)
Tive que ir atrás do pai do meu filho e como a maioria das histórias, eu não tive apoio nenhum, fui humilhada, xingada de tudo quanto é nome, pediu DNA e quando viu que eu tinha certeza que era dele e faria o DNA tranquila ele me ofereceu remédio pra abortar.
Aí imagina.. eu cheia de medo, cheia de mudanças e sem apoio do pai.. foi horrível..
Mas o importante eu tive, minha família inteira do meu lado; mesmo eu não aceitando a gravidez.
Era hora de voltar pra escola, barriga grandinha e mil fofocas com meu nome.. eu tinha tanta vergonha que não queria nem sair para o intervalo. Foi quando a diretora falou que eu não poderia ir pra escola por causa da gripe suína, foi um alívio, porém iria precisar estudar em casa pra concluir o ano.
Foi aí qie descobri os verdadeiros amigos..
Minha amiga Camila chegou a discutir com uma professora que não queria passar a matéria pra ela me entregar dizendo que o problema era meu se engravidei cedo.
Muita gente me tratou com preconceito.
Eu morria de vergonha de sair na rua, todos ficavam olhando e comentando, não tirei nenhuma foto por conta própria, meu amigo Jonathan que me obrigava a posar pra ele.. não curti minha gestação, eu chorava o tempo todo, cheguei a bater muito na minha barriga, sei que cometi pecado, mas até desejei perder.. (Deus me.perdoe)
Do 8 para 9 mês engordei de uma vez..25 kg a mais.. ai que pirei de vez kkk eu parecia uma bola kkk
Em novembro tive que ir pra escola fazer SARESP foi horrível, eu imensa, parei a escola quando passava em direção a sala e eu só queria sumir.
Ate que no dia 7 de dezembro as 15 horas comecei a sentir desconforto.. as 19 horas eu já gritava de dor. Minha mãe nem estava em casa, tive que ter paciência. Fui internada as 22 horas com 1 dedo de dilatação. Minha mãe me deixou lá e foi pra casa dormir. Meu amigo ligava de 10 em 10 minutos pra saber se tinha nascido. Gritei a madrugada inteira, cheguei perder as contas de quantas mulheres chegaram e em meia hora já estavam com o filho nos braços. As enfermeiras ficavam rindo de mim e mandavam eu calar a boca que não ia adiantar nada gritar.
No dia 8 de manhã depois de trocar o plantão e depois do médico fazer uma comparação entre eu e outra moça, foi minha vez de ir pra sala de parto normal, eu não tinha forças, a enfermeira subiu em cima de mim empurrou minha barriga 3 vezes e nada, o médico cantou Xuxa e falou que iria ligar pro outro medico ir fazer minha cesárea.. não senti nem as 5 picadas da ráqui..dormi.
Acordei com o choro e com o médico dizendo: "o Bryan nasceu".. foi quando ele colocou aquele bebezinho em cima de mim e ele parou de chorar que aceitei aquele anjo na minha vida..chorei junto!
Analisando tudo vejo que não perdi nada mudando minha vida..
Deixei de ir em alguns lugares, descobri que a maioria das amizades eram puro interesse..
Hoje tenho 24 anos e penso que se naquela época eu tivesse a cabeça e as informações de hoje eu teria aceitado de começo a gravidez, teria conversado mais com a minha família, teria curtido a gestação (porque sinto falta da barriga mexendo, do bebezinho indefeso no meu colo), teria planejado melhor a chegada dele, ate porque só descobri que era menino quando ele nasceu rs
Meu conselho pras mamães adolescentes é: não se desesperem, gravidez não é doença, contem pra mãe de vocês, sempre vai ter alguém pra dar apoio, a vida não acaba por causa de um bebê. Se forem mãe solteiras, ainda poderão achar alguém que ame a você e seu filho.. mas primeiro pense no pequeno que vai depender de você pra sempre.
Hoje sou mãe babona, choro em todas as apresentações da escola, me encho de orgulho quando a professora elogia, e quando alguém mexe com ele eu viro leoa, mato e morro pelo meu pão de queijo ♡ rs"


KAWANA
" Meu nome é Kawana Evelyn tenho 16 anos e sou mãe de um menino de sete meses.
Quando descobri minha gravidez estava com quase três meses, passava muito mal, minha mãe quis que eu fizesse o teste de farmácia, quando deu positivo foi um choque. Minha família chorava muito eu tinha medo que eles me mandassem embora, brigasse, comigo ou algo do tipo mais eu ganhei muito apoio, minhas amigas ficaram muito felizes, mas outras falaram para eu abortar, que eu estava acabando com a minha vida, só que eu pensava diferente, se Deus me enviou é poque será uma benção na minha vida. Eu tive que parar de estudar durante a gestação porque passava muito mal.
Quando ele nasceu foi só alegria eu voltei a estudar deixava ele com a minha mãe para ir pra escola, ela também ficava para eu sair, claro que não saia mais com tanta frequência, hoje é a melhor coisa que aconteceu na minha vida."




LETÍCIA

 " Descobri minha gravidez logo nos primeiros meses, onde começaram os enjoos. Mas eu não queria aceitar, não queria acreditar que "a minha juventude" foi interrompida aos 15 anos por um descuido. Logo veio o medo, a perturbação, os pensamentos loucos. O que eu iria fazer com um bebê, sendo apenas uma criança? Como eu iria contar para os meus pais? Como a minha família e colegas iriam reagir? Bom, a resposta dessas perguntas, todos já sabem que não seriam boas. Resolvi então, "empurrar para de baixo dos panos" e ninguém ficar sabendo. Meses depois, fiz uma tentativa de aborto. Após ler na internet que chá de canela é abortivo, resolvi tomar. Nada funcionou... Os meses foram passando, as mexidinhas foram aparecendo, a barriga aumentando. Mais ou menos no 4° mês, fiz um teste de farmácia. Resultado? Positivo! Não fiquei muito surpresa, pois no fundo eu já sabia. Só não aceitava, talvez este, o motivo de ficar tão frustada. Minha mãe já estava desconfiando, todo dia me perguntava se já tinha tido relação, pois até então, para ela eu nem namorava. Eu negava, é claro. Eu tinha medo! No 6° mês, ela me levou no laboratório para realizar exame de sangue. Ao pegar o resultado, ficou louca, sem chão. Aquela menininha tinha crescido, agora carregava um bebê. Mas não pense que a reação dela foi mil maravilhas, pelo contrário, chegou em casa derrubando tudo, me batendo até não querer mais. Para acabar com a "surra", corri para o banheiro. Me tranquei e só sai horas depois. Meu pai disse que não queria me ver tão cedo, nem que fosse pintada de ouro. Meu irmão dizia ter vergonha e nojo de mim, que quem faz isso é apenas favelado. Eu possuía uma estrutura familiar de qualidade, não foi por falta de conversa, foi apenas falta de cuidado. Mas já não dava para voltar atrás, minha filha não ia simplesmente sumir do meu ventre. No outro dia, quando já acalmada, minha mãe deitou-me em seu colo, disse que iria cuidar de mim, que não me abandonaria e que ia dar para mim e o bebê tudo que precisasse-mos. Na escola, eu já estava no último ano, por sorte. Mas entrava naquele lugar, com vergonha, porém, sempre de cabeça erguida, pois pensava em dar uma qualidade de vida para a minha filha. Os colegas me apoiaram, e até me mimaram. As coisas em casa foram de acalmando, e minha família se acostumando. Hoje, minha filha tem 1 ano e 3 meses. Todos babam por ela. E a cada desenvolvimento, arte e descobrimento dela, todos vibram juntos. Eu continuei meus estudos, estou cursando ciências biológicas na UEMS, pretendo ainda fazer Medicina. E quando me perguntavam "o que vai fazer agora que sua vida acabou?" Eu simplesmente passava a mão na minha barriga e dizia "a minha vida está começando agora". Minha filha é um motivo a mais para eu nunca desistir dos meus sonhos. É ela que me enche de alegria, orgulho e amor. É ela que me mudou para uma pessoa melhor, e se for necessário enfrento tudo e todos para ver um sorriso no lindo rostinho da minha pequena Ana Clara. ♥ "

Confesso que me emocionei com as histórias de cada uma de vocês, recebi tantos comentários, tantas mensagens quando pedi nas redes sociais, que me contassem histórias reais de adolescentes grávidas, que seria impossível  colocar todas aqui!
Mas essa matéria fica como uma força a mais, um apoio á mais para as meninas que se sentem amedrontadas com essa nova fase!  É claro que tudo será difícil no começo, contar para a família talvez seja a pior parte, mas depois tudo irá ficar bem!
Agora é preciso respirar fundo e encarar essa novidade de cabeça erguida. Ignorar os comentários e zoações é a melhor coisa a se fazer, mas tenham a consciência de que agora são mulheres, embora pareçam meninas! E apesar de tudo os ventos bons irão chegar, e tenho certeza, que   uma das melhores coisas da gravidez é que poderão ter a certeza de que a partir desse momento, nunca mais ficarão sozinhas!
Mas enquanto esse medo não passa, cerquem se de amigos, mas amigos de verdade, agarrem-se naquilo que acreditam e principalmente na fé de vocês, e não se esqueçam JAMAIS, que o Toda Moça estará sempre aqui!


E é isso meninas, espero que tenham gostado!
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Um grande beijo, a gente se vê!

❤hbjguhjbnk

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